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12/02/2020

Humanização: Hospital Regional do Norte Pioneiro desenvolve projeto “visita do irmãozinho”

Guilherme Lara da Rosa


Com o intuito de humanizar o atendimento e a assistência às mulheres que estão na fase de pós-parto, o Hospital Regional do Norte Pioneiro incluiu o projeto “visita do irmãozinho” em seu quadro de ações. De acordo com a diretora-geral da unidade, Ana Cristina Micó, a dinâmica vinha sendo estudada desde julho do ano passado e, agora, já faz parte da realidade da maternidade do HRNP. “Uma psicóloga e mais uma assistente social se uniram à equipe médica e de enfermagem, o que consolida o projeto”, reforça a diretora.  Além de humanizar o atendimento a essas mulheres durante todo o período de parto, desde o pré-natal ao neonatal, a medida propõe-se a humanizar o suporte à família, já que promove o encontro entre mães de recém-nascido, seus maridos e filhos mais velhos. Para Micó, a proposta se faz importante, pois “as mães deixam seus filhos pequenos em casa, que durante nove meses conviveram ativamente com o processo de gestação, e há a necessidade do filho mais velho estar presente, justamente para evitar que essa criança desenvolva uma sensação de abandono ou troca; é importante o irmãozinho ver o recém-nascido, tocar e estar ao lado da mãe neste momento”, observa.

Menino visita seu irmãozinho no HRNP

Sempre há como ampliar a humanização

É indiscutível que a humanização dos partos trouxeram inúmeros benefícios às gestantes e às crianças desde a sua instituição como política pública dentro do SUS. No Brasil, a taxa de mortalidade materna, peri e neonatal, por exemplo, diminuiu consideravelmente, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece essa redução; segundo o Ministério da Saúde, entre 1990 e 2015 houve um encolhimento no número de mortalidade materna no Brasil – foi de 143 para 62 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos – redução de 56%. Isso se deve, também, a humanização de todo esse procedimento. Contudo, é importante destacar que outras medidas se fizeram importantes para tal. Outra diligência que é de extrema importância para que a humanização seja efetiva, é a comunicação entre os trabalhadores, usuários e gestores; os setores que movimentam um hospital. Para o presidente da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), Marcello Augusto Machado, a humanização é um dos tripés para o bom funcionamento de uma unidade hospitalar. “O HRNP tem trabalhado constantemente em prol da qualidade e para continuar sendo referência na área da saúde. Um projeto como esse faz com que o hospital seja valorizado e, claro, os profissionais”.


“É necessário estar atento à individualidade de cada um”


No caso do projeto desenvolvido pelo HRNP, “Visita do irmãozinho” é só mais uma das ações que o hospital tem praticado para melhorar ainda mais os procedimentos envolvendo o parto. Neste contexto, agora o pai tem o direito de acompanhar a gestante durante o processo de parição e puerpério dentro da unidade. Além disso, de acordo com Ana Cristina Micó, o Hospital Regional do Norte Pioneiro vem capacitando enfermeiras obstetras para “conduzir o trabalho de parto normal e estimular  as parturientes a, por exemplo, utilizarem bolas, massagens, praticarem posturas diferenciadas no parto normal, etc”, conclui a diretora. Para Tamara Kioka, enfermeira da unidade há quase dois anos, o parto humanizado gera confiança: “No decorrer dos períodos de dor e insegurança, um profissional qualificado é capaz de transmitir firmeza de ações que facilitam o trabalho de parto”, enfatiza.


O super irmão

As visitas ocorrem de segunda à sexta-feira, entre 15 e 16h. Mas, antes disso, há um preparo e acompanhamento realizado por uma psicóloga e uma assistente social do HRNP; são passada orientações e regras em relação à visita. Em média, são 30 visitas por semana. A psicóloga  Renata Souto é quem recepciona a criança e seu responsável, os quais farão a visita, e para isso, é feito um cadastro com os dados do paciente e dos visitantes junto ao sistema GSUS. Após isso, a criança recebe as orientações do que pode ou não fazer; higieniza as mãos; é instruído de que não pode correr ou gritar; e recebe um crachá: super irmão. Em seguida, quem acompanha o visitante até o quarto é uma das assistentes sociais da unidade, é ela quem supervisiona e monitora toda a visita. A enfermeira Tamara Kioka ainda diz que o fato da mulher permanecer por 48 horas de pós-parto no hospital e poder receber a visita dos seus outros filhos cria um vínculo entre as crianças e fortalece a mãe, que percebe que o retorno ao lar logo acontecerá.


“A preparação psicológica também faz parte do processo de humanização”


A psicóloga Renata Souto conta que antes das crianças entrarem para a visita, o irmão mais velho recebe uma preparação para conhecer seu/sua irmãozinho/a. Ocorre uma explicação do que é necessário ser feito; são passadas informações sobre como a mãe está se recuperando; e é enfatizada a importância da criança estar junto ao seu irmão. Souto ainda relata que é nítida a alegria no rosto das crianças ao conhecerem seus irmãos: “Observa-se o afeto, a vontade de pegar no colo, de acariciar e fazer parte daquele momento do nascimento”. Esse é o caso da pequena Ágata Sales, de 5 anos, que acabou de conhecer sua irmãzinha, a Katerine. A menina nasceu no final de janeiro com 49cm e 3,520g, forte e saudável, para a alegria de Vanessa Cruz, mãe de segunda viagem. A moradora de Ribeirão Claro, município que fica à 52 km de distância do hospital, se mostra emocionada e feliz com este encontro entre suas duas filhas: "Não consigo explicar em palavras, queria muito ver minha filha, matar a saudade… e, com a visita, consegui ver a Ágata e me emocionei muito”, conclui. 


Ágata conhece sua irmã Katerine



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