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09/10/2019

Funeas desenvolve sistema de controle de equipamentos por QR Code

Por Guilherme Lara da Rosa



Avanço da tecnologia


Desde a década de 90, quando houve uma popularização da internet no mundo, e uma considerável proliferação dos meios digitais, a tecnologia vem progredindo em diversos âmbitos da sociedade com o intuito, também, de melhorar a qualidade de vida das pessoas. E esse é um dos objetivos da (Funeas) — melhorar não só a vida dos pacientes, mas também dos profissionais que estão envolvidos direta e indiretamente com as unidades hospitalares gerenciadas pela Fundação. 


Saúde e qualidade devem ser sinônimos 

             A área da saúde é um dos campos que vem se desenvolvendo gradativamente, de forma positiva, através dos avanços tecnológicos e científicos que surgem a cada momento. A Funeas tem um dever com cinco unidades hospitalares: Hospital Regional do Litoral em Paranaguá; Hospital Regional do Sudoeste — Dr. Walter Alberto Pecoits em Francisco Beltrão; Hospital Estadual Lucy Requião de Mello e Silva em Guaraqueçaba; Hospital Regional do Norte Pioneiro em Santo Antônio da Platina e o; Hospital Infantil Waldemar Monastier, que fica em Campo Largo. O propósito da Fundação, nesse momento, é também oferecer aos pacientes uma melhor experiência em situações de fragilidade. Não obstante, é essencial estudar e desempenhar projetos que de fato façam a diferença na vida do corpo profissional, como também dos usuários destas unidades hospitalares citadas acima.

Marcello Augusto Machado, presidente da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná

A equipe de Diretoria Técnica da Funeas vem avaliando a inserção das etiquetas com QR Code em seus hospitais desde quando a nova gestão empossou, em janeiro de 2019. De acordo com o atual presidente da Fundação, Marcello Augusto Machado, essa adesão faz parte de um novo mecanismo de gerenciamento de equipamentos, que tem o intuito de, através das etiquetas, oferecer aos engenheiros clínicos — que realizam toda a manutenção dos equipamentos hospitalares —, agilidade, tempo, acesso ao controle de manutenção dos equipamentos, e entre outras melhorias. “Tudo isso é traduzido como maior qualidade no atendimento aos nossos pacientes”, afirma Machado.


O que é o QR Code?

O QR Code é um tipo de código de barras bidimensional (2D), que significa Quick Response, sendo traduzido para o português como Resposta Rápida.   A leitura desses códigos pode ser efetuada através da câmera de qualquer smartphone e leva cerca de dois segundos para ser reconhecida pelo sensor. Essa pequena figura é capaz de armazenar múltiplas informações; é a partir da leitura destes que a equipe técnica das unidades hospitalares terá acesso a determinadas informações sobre cada equipamento do hospital. Confira abaixo a lista de alguns dados que poderão ser acessados através deste mecanismo:


funcionalidades Melhorias para a população e funcionários dos hospitais

É comum um hospital ter de realizar transferências de pacientes quando um determinado equipamento não está funcionando. Por isso, com o uso das etiquetas de QR Code, os hospitais terão maior facilidade em agir com relação às suas máquinas. Segundo o engenheiro clínico da Funeas, Perseu Rosa Filho, cada equipamento hospitalar terá seu código específico e a equipe técnica de cada hospital terá acesso ao banco de dados com as informações citadas acima em uma pasta do Google Drive, o que assegura “custo zero” quando o assunto é a armazenação dos materiais. “O custo em si é muito baixo, já que é necessário apenas da impressora. E a ideia é manter essa impressora na sede da Funeas e, a priori, realizar a distribuição de etiquetas com os QR codes para cada hospital que gerenciamos”, conta Rosa Filho. Ainda, de acordo com o engenheiro clínico, a equipe técnica das unidades hospitalares devem ter o compromisso de realizar a atualização desse banco de dados toda vez que houver alguma alteração ou novidade em relação a um determinado maquinário hospitalar.

É relevante ressaltar que a Resolução da Secretaria de Estado da Saúde nº 165/2016 estabelece que, em hospitais públicos, é necessário haver “o gerenciamento de tecnologias de forma a atender as necessidades do serviço mantendo as condições de seleção, aquisição, armazenamento, instalação, funcionamento, distribuição, descarte e rastreabilidade”. E este é justamente um dos papéis da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná, garantir que todos sejam atendidos com maior flexibilidade e menor tempo de espera, como destaca o presidente da Fundação Marcello Augusto Machado: “É importante que atendamos mais com menos, ou seja, atender mais pacientes com maior rapidez e efetividade, utilizando recursos viáveis, pois a população paranaense, que é uma população

trabalhadora, merece!”. 


Com essa medida, o gerenciamento e controle dos equipamentos hospitalares irá melhorar em larga escala, pois a ideia central é “Conseguir organizar um histórico de cada equipamento que temos. Cada QR code é referente a uma determinada máquina e, a partir disso, criaremos uma “memória” destes equipamentos, para que consigamos, por exemplo, realizar a contratação de empresas para a manutenção; definir a periodicidade de possíveis danos e; ter um controle sobre todos os equipamentos que temos em nossas unidades”, destaca Rosa Filho. E, no caso dos pacientes, eles serão beneficiados no sentido de que terão maior segurança em relação a eficácia dos equipamentos, pois existirá a certeza de que eles estão sendo preservados e conservados. 

Hospitais que receberão a tecnologia


  A Fundação, atualmente, gerencia 540 leitos hospitalares dentro de cinco unidades que fazem total diferença na vida de milhares de pessoas em todo o Paraná. Existe compromisso e seriedade por trás deste árduo trabalho. Desde janeiro deste ano, tem sido um desafio contornar as dificuldades encontradas. É necessário empenhar-se, e a Funeas tem o feito.

No caso do Hospital Regional do Litoral, os testes começaram em meados de julho de 2019. Já é possível que, por meio deste aparato, os engenheiros do HRL tenham acesso ao “arquivo digital” de alguns equipamentos instalados na unidade. Este inventário armazena as documentações referentes a serviços de manutenções, manuais, relatórios técnicos, fotos e demais informações pertinentes à respectiva tecnologia, como destaca um dos responsáveis pelo setor de infraestrutura do hospital que é referência no litoral paranaense, Ronaldo Pereira Monteiro. Segundo Pereira, essa tecnologia só tem a acrescentar para a qualidade dos hospitais administrados pela Funeas: “[...] teremos agilidade no acesso às informações, a rastreabilidade do histórico do equipamento, e também efetuar consultas a serviços de manutenções já efetuados”.

Hoje, dois hospitais contam com esse novo mecanismo: o Hospital Regional do Litoral e o Hospital Regional do Norte Pioneiro. Contudo, a Diretoria Técnica da Funeas tem se esforçado para levar essa tecnologia às demais unidades gerenciadas pela Fundação com o intuito de ter um controle geral dos seus equipamentos, sejam de baixo, médio ou alto custo. Em ambos os hospitais citados acima, o processo de implantação das etiquetas de QR Code encontra-se em fase de testes.

Desfibrilador HRLA implantação das etiquetas com QR Code nos equipamentos é o

primeiro passo para a imersão à essa nova ferramenta. É necessário abrir as portas para ideias que gerem impactos positivos para todos que estejam ligados aos hospitais. Deste modo, de acordo com o presidente da Fundação, futuramente a atual gestão pretende abranger a usabilidade dos QR Codes, possibilitando até que pacientes e medicamentos sejam identificados por meio desses tipos de códigos de barras.


Desfibrilador do Hospital Regional do  Litoral com QR Code. 
Foto: Perseu Rosa Filho

Confira o vídeo do engenheiro clínico da Funeas, Perseu Rosa Filho, testando o novo mecanismo:
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