Hospital de Dermatologia Sanitária celebra 100 anos da presença das Irmãs Franciscanas de São José no Brasil 20/10/2026 - 14:34
O Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), em Piraquara, celebra neste mês seu centenário. A história da instituição está ligada à trajetória das Irmãs Franciscanas de São José, que chegaram ao Brasil em 1926 e tiveram papel importante no atendimento aos pacientes da antiga Colônia São Roque.
No domingo, 18 de outubro, uma missa na Capela São Roque, localizada nas dependências do hospital, marcou os 100 anos da presença da congregação no Brasil.
A celebração foi presidida pelo bispo diocesano de São José dos Pinhais, Dom Celso Antônio Marchiori, e reuniu representantes da comunidade religiosa de diferentes regiões do Brasil e de outros países, como Alemanha, Holanda e países africanos onde a congregação atua.
Representaram a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), que administra o HDSPR, o diretor-presidente, Geraldo Biesek, e a diretora de Infraestrutura, Michelle Poitevin. A direção do hospital também participou da celebração.
Durante o evento, Geraldo Biesek entregou uma placa em homenagem à congregação, recebida pela irmã Amarilda Rossato, ministra-geral.
Biesek destacou a importância do trabalho realizado pelas irmãs para a saúde pública do Paraná, especialmente em um período em que os pacientes com hanseníase enfrentavam o preconceito e o isolamento.
“A atuação destas irmãs foi marcada por um trabalho de compaixão e generosidade em prol dos pacientes acometidos pela doença, que, na época, eram segregados pela ciência e pela sociedade”, afirmou.
Histórico - As Irmãs Franciscanas de São José chegaram ao Brasil em outubro de 1926, vindas da Holanda e Alemanha, para trabalhar na antiga Colônia São Roque, fundada pelo então governador do Paraná, Bento Munhoz da Rocha Netto. As oito primeiras missionárias ficaram inicialmente hospedadas em um asilo de menores mantido pelas Irmãs Vicentinas, no bairro Tarumã, em Curitiba, enquanto aguardavam a conclusão das instalações que as receberiam.
Nesse período, aprenderam a língua portuguesa e prepararam o que seria necessário para a chegada dos pacientes, incluindo a confecção de roupas de cama.
Na colônia, as irmãs assumiram diferentes atividades, como enfermagem, partos, curativos, lavanderia, cozinha, farmácia e limpeza. Também atuavam na assistência religiosa, no atendimento aos filhos dos pacientes e na formação de pessoas para os serviços de enfermagem.
Na época, as instalações eram precárias e faltavam equipamentos. Os pacientes chegavam em condições difíceis, transportados em vagões de trem separados dos demais passageiros. Muitos não conseguiam sequer ficar em pé e precisavam ser buscados pelas irmãs em carrinhos de mão.
A congregação aceitou a missão em um período em que o medo e o preconceito em relação à hanseníase dificultavam encontrar profissionais dispostos a trabalhar no atendimento aos pacientes. Naquele contexto, o isolamento era adotado como medida de controle da doença.
Ao longo dos anos, as irmãs contribuíram para o atendimento e o acolhimento de pessoas que, além de enfrentar a doença, viviam longe de suas famílias e do convívio social.
Na atualidade - Um século depois, as Irmãs Franciscanas de São José continuam presentes no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná. Além do trabalho de assistência a famílias em situação de vulnerabilidade em Piraquara, elas cuidam da capela, que permanece aberta diariamente para pacientes e profissionais que buscam apoio espiritual.
A história da congregação faz parte da trajetória do hospital e da saúde pública paranaense, marcada pelo cuidado e pela atenção às pessoas em um período de grandes transformações.
O Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), em Piraquara, celebra neste mês seu centenário. A história da instituição está ligada à trajetória das Irmãs Franciscanas de São José, que chegaram ao Brasil em 1926 e tiveram papel importante no atendimento aos pacientes da antiga Colônia São Roque.
No domingo, 18 de outubro, uma missa na Capela São Roque, localizada nas dependências do hospital, marcou os 100 anos da presença da congregação no Brasil.
A celebração foi presidida pelo bispo diocesano de São José dos Pinhais, Dom Celso Antônio Marchiori, e reuniu representantes da comunidade religiosa de diferentes regiões do Brasil e de outros países, como Alemanha, Holanda e países africanos onde a congregação atua.
Representaram a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), que administra o HDSPR, o diretor-presidente, Geraldo Biesek, e a diretora de Infraestrutura, Michelle Poitevin. A direção do hospital também participou da celebração.
Durante o evento, Geraldo Biesek entregou uma placa em homenagem à congregação, recebida pela irmã Amarilda Rossato, ministra-geral.
Biesek destacou a importância do trabalho realizado pelas irmãs para a saúde pública do Paraná, especialmente em um período em que os pacientes com hanseníase enfrentavam o preconceito e o isolamento.
“A atuação destas irmãs foi marcada por um trabalho de compaixão e generosidade em prol dos pacientes acometidos pela doença, que, na época, eram segregados pela ciência e pela sociedade”, afirmou.
Histórico - As Irmãs Franciscanas de São José chegaram ao Brasil em outubro de 1926, vindas da Holanda e Alemanha, para trabalhar na antiga Colônia São Roque, fundada pelo então governador do Paraná, Bento Munhoz da Rocha Netto. As oito primeiras missionárias ficaram inicialmente hospedadas em um asilo de menores mantido pelas Irmãs Vicentinas, no bairro Tarumã, em Curitiba, enquanto aguardavam a conclusão das instalações que as receberiam.
Nesse período, aprenderam a língua portuguesa e prepararam o que seria necessário para a chegada dos pacientes, incluindo a confecção de roupas de cama.
Na colônia, as irmãs assumiram diferentes atividades, como enfermagem, partos, curativos, lavanderia, cozinha, farmácia e limpeza. Também atuavam na assistência religiosa, no atendimento aos filhos dos pacientes e na formação de pessoas para os serviços de enfermagem.
Na época, as instalações eram precárias e faltavam equipamentos. Os pacientes chegavam em condições difíceis, transportados em vagões de trem separados dos demais passageiros. Muitos não conseguiam sequer ficar em pé e precisavam ser buscados pelas irmãs em carrinhos de mão.
A congregação aceitou a missão em um período em que o medo e o preconceito em relação à hanseníase dificultavam encontrar profissionais dispostos a trabalhar no atendimento aos pacientes. Naquele contexto, o isolamento era adotado como medida de controle da doença.
Ao longo dos anos, as irmãs contribuíram para o atendimento e o acolhimento de pessoas que, além de enfrentar a doença, viviam longe de suas famílias e do convívio social.
Na atualidade - Um século depois, as Irmãs Franciscanas de São José continuam presentes no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná. Além do trabalho de assistência a famílias em situação de vulnerabilidade em Piraquara, elas cuidam da capela, que permanece aberta diariamente para pacientes e profissionais que buscam apoio espiritual.
A história da congregação faz parte da trajetória do hospital e da saúde pública paranaense, marcada pelo cuidado e pela atenção às pessoas em um período de grandes transformações.














